Eu realmente estou preguiçosa para escrever no meu blog, mas hoje resolvi escrever novamente. Continuo lendo o livro do Jack London e cada página que leio me leva a crer que nada mudou. Cada relato me deixa pensando e às vezes chocada, em como as situações podem levar as pessoas à fazer coisas extremas...
Mas não era disso que estava lembrando nesse momento, mas de como adorei rever o filme O Pianista. Apesar de ter lido umas críticas sem sentido, dizendo que é melhor ver O Resgate do Soldado Ryan do que esse filme, "porque o fime é muito ruim, os alemães são mauzinhos e os judeus bonzinhos". Não é nada disso. Acompanhar como as como Szpilman consegui sobreviver aos horrores da guerra.
Você percebe o quanto uma boa dose de sorte, acompanhado do seu talento o ajudou a escapar do horror à sua volta. Comovente e ao mesmo tempo, um filmão. Não consegui derramar as lágrimas de sempre, mas pior do que as lágrimas são a sensação de vazio e tristeza de quem acompanha a trajetória dele até o fim de tudo.
Adrian Brody, com aquele olhar triste e perdido, não poderia estar melhor.
Inesquecível para mim foi a cena dele tocando para o oficial alemão, Wilm Rosenfeld. O som de Chopin alcançou os ceús e a alma daquele oficial. E também de quem assistia a cena. Um silêncio que parecia dizer tudo. Eu tento imaginar o que se passou na cabeça do verdadeiro Rosenfeld na hora. Só sei que o ator que fez o papel dele conseguiu passar a idéia de solidão, tristeza e cansaço por tudo. Era como se aquela música fosse uma fuga daquele lugar. Para longe daquilo tudo. Era somente a música sendo ouvida, mas o olhar do ator dizia tudo.
"decifra o meu enigma(...)"
Hoje eu apenas quero postar algumas fotos, que foram tiradas quando fui à casa da minha amiga CriCri. Foi um susto quando percebemos que a rua tinha sumido e ficado apenas uma imensa cratera. Dava para ver a enormidade da coisa porque apareciam váriias camadas de terra. De repente, quem sabe até uns vasos indígenas apareceriam... Melhor não, senão eles teriam de parar a obra por causa do valor histórico. Não.. Tô enganada, da última vez que acharam vasos funerários, o trator passoi por cima e destruiu tudo. Afinal, o progresso não pode parar. :~(
Essa música está no trailer da Casa do Lago, com Keanu Reeves, mas por algum mágica ela não está creditada no filme e não é tocada em cena nenhuma.
Quanto ao filme, sim ele é meio confuso, tem muito clichê, mas não deixa de ser simpático. É como se fosse um conto de fadas moderno. O resumo é o seguinte: Sandra Bullock é Kate Forster, uma médica que morou em uma casa do lago e passa a receber cartas do novo morador, um tal de Alex Wyler (Keanu Reeves). Só que de repente, eles descobrem que estão separados no tempo. Apaixonados, eles continuam a correspondência e tentam achar um meio de se encontrar. O impossível acontece? Claro, isso é um filme!!!!
Um Lugar Que Só Nós Conhecemos
Eu andei por uma terra desabitada
Eu conhecia o caminho como a palma da minha mão
Eu senti a terra sob meus pés
Eu sentei ao lado do rio e ele me completou
Coisa simples para onde você foi?
Eu estou ficando velho e preciso de algo em que confiar
Então me fala quando você vai me deixar entrar
Eu estou ficando cansado e preciso de algum lugar para começar
Eu encontrei por acaso uma árvore caída
Eu senti seus ramos olhando para mim
Esse é o lugar que nós costumavamos amar?
Esse é o lugar com o qual eu tenho sonhado
Coisa simples para onde você foi?
Eu estou ficando velho e preciso de algo em que confiar
Então me fale quando você vai me deixar entrar
Eu estou ficando cansado e preciso de algum lugar para começar
E se você tiver um minuto
por que nós não vamos
falar sobre isso num lugar que só nós conhecemos?
Isso poderia ser o final de tudo
então por que nós não vamos para algum lugar que só nós conhecemos
Coisa simples para onde você foi?
Eu estou ficando velho e preciso de algo em que confiar
então me fala quando você vai me deixar entrar
Eu estou ficando cansado e preciso de algum lugar para começar
Então se você tiver um minuto por que nós não vamos
falar sobre isso num lugar que só nós conhecemos?
Isso poderia ser o final de tudo
Então porque nós não vamos?
Então porque nós não vamos?
Isso poderia ser o final de tudo
Então porque nós não vamos
para algum lugar que só nós conhecemos?
O templo de Yasukuni fica em Tokyo, em Kudan Hill. Ele não chama a atenção por seu estilo de arquitetura, mas porque está no centro de uma polêmica. Mas para explicar é melhor voltar no tempo, para o ano de 1869, quando o templo foi construído para honrar os soldados que morreram a fim de colocar o imperador Meiji no poder.
Desde então, é nesse templo que se realiza os rituais xintoístas para honrar esse mortos em batalhas, sejam civis ou não, contanto que eles tenham morrido pelo Japão suas almas ficarão aos mortos acordo com o que li, é lá que ficam abrigadas as almas dos que morrem em batalhas. Afinal, os toriis são os portais para o outro mundo.A polêmica todo é que o lugar também estaria celebrando criminosos de guerra, japoneses que teriam cometidos crimes durante as guerras do Japão contra outros países asiáticos. É um tema difícil. O que deu pra ver pelas imagens é que durante a “celebração” da rendição japonesa, há muitos vestidos como militares da segunda guerra (que segundo li são da direita japonesa). Mas lá se vê de tudo e se forma uma multidão nesse templo. Todos com um motivo diferente para estar lá. Nem que seja só curiosidade. Dos saudosos dos tempos imperiais até turistas. E segundo um blog que li, até yakuzas aparecem por lá. Nos comentários, alguém disse que seria impossível serem yakuzas, porque senão os policiais os prenderiam. Entretanto, já vi fotos de um grupo durante um festival. Eles estavam em carro aberto e não pareciam nem um pouco preocupados com a polícia.
Pra quem quiser conhecer mais:
Comecei a ler um novo livro, Povo do Abismo. O relato de Jack London a respeito das pessoas que moravam no East End londrino realmente me impressionaram. Me parece que ele viveu várias vidas em uma só, tendo morrido tão jovem (40 anos).
Em uma das passagens do livro, ele está numa fila tentando encontrar um lugar em um albergue. De repente aparece um velho com pele curtido do vento e sol. Ele advinha que é um marinheiro. Apesar do idoso estar conversando com outro, ele se vira para ele e fala para ele nunca ficar velho, ou ele acabaria como ele. Até parece que foi uma maldição. Ou ele realmente levou ao pé da letra, vivendo em um ritmo acelerado que mais parecia nossos tempos de internet.
Passei a ler alguns livros e obtive fotos interessantes em alguns sites. Gosto de ler mais sobre a época e lugar quando estou lendo algo, isso te ajuda a entender muita coisa. Você viaja para outra era e às vezes percebe que a História apenas se repete.
O título do meu post "aconteceu" por causa da foto dos peixinhos. Eles apareceram na frente da casa da tia do Dan. A casa foi construída em cima de um olho d´água e o terreno nunca está seco. Então um dia a água apareceu e os peixinho também... Ahá! Geração espontânea, vieram do nada. Puff!
Esses são alguns fosséis do setor de Geologia, cigarras, moscas, mastodontes e um purussauro fossilizado. Eles sempre despertam muito interesse. Um dia, quando estava passando, consegui ouvir muitos "Ohs!" de crianças. Já cheguei a ver algumas raízes fossilizadas em Presidente Figueiredo, terra das cachoeiras... Infelizmente também vi uns manés levando as raízes de lembrança, apesar dos protestos de algumas pessoas...:(
Hoje o dia transcorreu legal, recebi comentários no meu post Livros À Mão Cheia, que adorei e me deu idéias pra novos posts. Valeu mesmo :)
De qualquer forma o final de semana chegou mais uma vez e tenho de correr para a parada se não quiser tomar outro banho de chuva. Fui!!!!
Outro dia estava em um dos meus locais preferidos, a livraria, e não comprei nadinha. Saí de lá assustada com os preços dos livros. Fiquei lá namorando uns exemplares de História da Vida Privada, História da Arte e uns tantos outros livros sobre pintores renasscentistas e outros sobre Dali e Picasso... A prateleira estava cheia de novidades. Beleza. Então comecei a ver os preços. "Ai!" "Ai!" e outros "ais"... Desisti. Não tenho como pagar 200, 100 ou 80 reais em um livro. Hmmm... até pagaria, mas por enquanto não dá.
É que na hora me revoltei porque sabia que a essa altura do campeonato, os livros já deveriam baixar um porquinho, em média 10%, isso porque as editoras receberam subsídios do governos para que barateassem os livros... Mas adivinhem, vi uma entrevista à época e um representante das editoras disse que não baixariam porque estavam aplicando o dinheiro em cursos para seus funcionários... É mesmo? Quem está fiscalizando isso? Será que os funcionários estão se reciclando mesmo?
Moral da estória, lembrei de alguém que me disse que o capitalismo brasileiro é o pior capitalismo do mundo. Os grandes empresários não estão nem aí pro consumidor. Infelizmente.
Mas voltando ao assunto, o
coordenador do Plano Nacional de Livro e
Leitura deu a desculpa, quando questionado por algumas
entidades, de que esse negócio de baixar o preço por si só não adianta de nada,
que o brasileiro não gosta de ler e que primeiro se precisa criar a tal "cultura
da leitura".
...
Ah é??? Vai entender... Que tal baixar os preços dos livros pra ver quantos vão começar a comprar... Tudo bem, quem sou eu pra discutir com o coordenador... :))
Há dias estamos admirando o trabalho das vespas (cabas para os amazônidas). Elas resolveram fazer uma casa bem perto da passarela dos blocos do "Biohazard" (na verdade o bloco da Biotecnologia, mas que ganhou o singelo apelido pelos cheiros estranhos que sentimos ao atravessá-lo. Espero um dia ver algum zumbi saindo das salas).
Espero que não retirem elas, mas como elas são meio grandinhas, entre 3 a 4 cm pela avaliação visual, acho que alguém ainda vai removê-las de lá temendo algum acidente.
"Nessa altura, o Bodisatva de Intenção Inesgotável levantou-se de seu lugar, descobriu o ombro direito, juntou as palmas da mãos e, fitando o Buda, disse estas palavras: ´Honrado Pelo Mundo, este Bodisatva Contemplador dos Sons do Mundo - por que é ele chamado Contemplador dos Sons do Mundo? ´
O Buda disse ao Bodisatva Intenção Inesgotável: ´Bom homem, suponha que existam imensuráveis centenas, milhares, dezenas de milhares, milhões de seres viventes que padecem por vários sofrimentos e provações. Se eles ouvirem o nome de Bodisatva Contemplador dos Sons do Mundo e concentradamente invocarem o seu nome, ele perceberá o som de suas vozes e serão libertados de suas provações.´
´Se alguém cair num grande fogo e se concentrar no nome de Bodisatva Contemplador dos Sons do Mundo, o fogo não o conseguirá queimar. Isto acontece devido à autoridade e aos poderes sobrenaturais deste Bodisatva. Se alguém tiver sido arrastado por uma grande cheia e chamar pelo seu nome, encontrar-se-á de imediato num lugar seco.´
´Suponha que existam cem, mil, dez mil, um milhão de seres viventes que se faziam ap mar em busca de ouro, prata, lápis-lazúli, madrepérola, ágata, coral, âmbar, pérolas e outros tesouros ´(...)
Tudo é transitório. Tudo nasce, morre e se transforma. Tudo nasce, morre e alcança o nirvana. A verdadeira paz é alcançado abandonando-se o sofrimento."
Retirado do quadrinho "Samurai Executor", edição Shinko, a "Kappa". Li esta estória há algumas semana e pra falar a verdade não apreendi muito o sentido do texto em si, mas penso que o parágrafo final diz tudo. No final, "as flores de cerejeira serão perfeitas" .
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